| FILTRAÇÃO
- CONCEITOS BÁSICOS |
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Filtração
é uma ciência de investigações
recentes, com terminologia distinta e conhecimentos
próprios. A seleção de um meio
filtrante apropriado é o diferencial para se
atingir um objetivo específico.
Estes conceitos foram compilados para estabelecer uma
linguagem comum e para que possamos trabalhar sempre
somando na determinação das necessidades
de nossos clientes.
O tamanho das partículas contaminantes de um
fluído são medidas em microns. Como ilustração
do tamanho de alguns itens familiares, resume na Tabela
1 algumas substâncias.
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Tamanho
de Alguns Objetos |
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| Limite
de Visibilidade a Olho Nu |
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| Pó
Talco (Disperso no Ar) |
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| Células
Vermelhas (Sangue) |
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| Bactérias
(Tamanho Médio) |
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Muitas
operações unitárias, fabricantes
de componentes hidráulicos e órgãos
de controle ambiental especificam um nível de
contaminação ou limpeza, quer para o fluído
circulante de processo ou para o efluente do equipamento.
Conhecer o nível de contaminação
ou limpeza é fundamental para o equacionamento
e solução dos problemas de filtração.
Uma escala
de referência foi desenvolvida pela International
Standards Organization (ISO) e esta exemplificada na
Tabela 2.
Neste sistema (por exemplo, ISO 22/12), dois números
descrevem o nível de contaminação
de um fluído. O primeiro refere-se à quantidade
aproximada de partículas de até 5 µm
(partículas pequenas) e o segundo número
a quantidade de partículas de tamanho maior que
15 µm (partículas grandes).
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ISO
4406 - (exemplos) |
Número |
Nº
Part. |
ISO |
Máx./
ml |
22 |
40.000 |
20 |
10.000 |
18 |
2.500 |
16 |
640 |
14 |
160 |
13 |
80 |
12 |
40 |
10 |
10 |
8 |
2,50 |
6 |
0,64 |
Tabela 2
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Súmula
Padrões de Qualidade
CETESB – Decreto Lei 997/76
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Parâmetros |
Rio |
Rio |
| |
Classe
2 |
Classe
3 |
Amônia
(mg/L) |
0,5 |
0,5 |
Arsênio
(mg/L) |
0,1 |
0,1 |
Cromo
(mg/L) |
0,05 |
0,05 |
Cianeto
(mg/L) |
0,2 |
0,2 |
Chumbo
(mg/L) |
0,1 |
0,1 |
Fenóis
(mg/L) |
0,001 |
0,001 |
Mercúrio
(mg/L) |
0,002 |
0,002 |
Flúor
(mg/L) |
1,4 |
1,4 |
DBO5
20 (mg/L) |
<
5,0 |
<
10,0 |
OD
(mg/L) |
>
5,0 |
>
4,0 |
Tabela 3 |
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Podemos
definir classificação absoluta de um elemento
filtrante, como: “O diâmetro da partícula
dura, esférica, que pode passar pelo meio sob
determinada condições de teste, é
uma indicação do poro de maior abertura
do elemento”. Para os meios filtrantes de estrutura
não rígida, o método de teste de
classificação Beta (ß) permite a comparação das eficiências
de remoção para diferentes partículas
de forma significativa.
ß é o coeficiente entre
o número de partículas de determinado
tamanho e maiores afluentes ao filtro e aquelas remanescentes
no efluente.
Usualmente, valores de ß=5.000
e maiores podem ser empregados como uma definição
prática operacional da classificação
absoluta de uma matriz porosa.
ISO
4406 - (exemplos) |
Coeficiente ß |
Remoção |
2 |
50,0% |
5 |
80,0% |
10 |
90,0% |
100 |
99,0% |
200 |
99,5% |
1.000 |
99,9% |
5.000 |
99,98%
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Tabela 4 |
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Comparação Meios Filtrantes.
(Para Dado Tamanho de Partícula, Vazão
e Viscosidade de um Fluido).
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Meio Filtrante |
Eficiência
Remoção
|
Capacidade
Acumulação
|
Perda
de
Carga
|
Vida
Útil
|
Custo |
Fibra
de Vidro (Microglass) |
Alta |
Alta
|
Baixa |
Alta |
Alto |
Celulose
(Papel) |
Moderada |
Moderada |
Moderada |
Baixa |
Baixo |
Sintéticos
(Nylon / Poliéster / PP) |
Moderada |
Moderada |
Baixa |
Moderada |
Moderado |
Malhas Ferrosas (Aços) |
Baixa |
Baixa |
Baixa |
Alta |
Baixo |
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